Análise Pré-Live
É o regresso do Benfica ao Estádio da Madeira onde na época passada se começou a desenhar o princípio do fim das aspirações encarnadas na Liga, num jogo onde o espanhol Roberto comprometeu e o Benfica perdeu por 2-1. Agora, e já sem Roberto, a nação encarnada espera que tudo seja diferente numa deslocação historicamente difícil para as águias.
Desde 2004, ano em que o Nacional voltou à primeira categoria do futebol português, e para se manter até hoje, disputaram-se oito encontros na Choupana, dos quais apenas quatro caíram para o lado do Benfica. Para além da derrota na época passada, o Benfica saiu derrotado do recinto alvinegro em 2009, por 3-1 e em 2004, por 3-2.
Jorge Jesus é, por isso, um homem alertado para os perigos do singular estádio nacionalista e isso ficou bem patente na antevisão ao encontro: «Foi um dos primeiros jogos em que perdemos pontos, na época anterior. Passado é passado mas sabemos como é difícil vencer na Choupana» revelou o técnico das águias.
Garay e Eduardo de fora, Rodrigo chamado
Ezequiel Garay é a grande baixa do Benfica para o jogo com o Nacional. O central argentino não recuperou de uma lesão que o manteve a treinar de forma limitada ao longo de toda a semana e cede por isso o seu lugar no eixo da defesa encarnada ao brasileiro Jardel, que vai fazer dupla com Luisão. Quem também ficou de fora foi o guarda-redes Eduardo, substituído pelo júnior Bruno Varela. A grande novidade é a inclusão do avançado espanhol Rodrigo que se pode estrear de forma oficial pelo Benfica.
Nacional já com grande ritmo... europeu
O Nacional foi a primeira equipa lusa a entrar em cena esta temporada, nas pré-eliminatórias da Liga Europa, e é por isso uma equipa já com grande andamento competitivo, embora tenha apenas um jogo na Liga.
O empate sem golos frente ao Feirense na 1ª jornada é, por agora, a única aparição da equipa orientada por Ivo Vieira no campeonato e são os embates europeus que servem de análise aos insulares. A eliminação na Liga Europa aos pés do Birmingham ainda dói na Madeira, onde a visita do Benfica é encarada como factor motivacional, nas palavras do técnico Ivo Vieira.
Para a recepção aos encarnados, Ivo Vieira procedeu a duas alterações na lista de convocados. As saídas de Claudemir e Tomasevic para as entradas de João Aurélio e Luís Neto.
Prognóstico
Aspectos contra este prognóstico
Análise Pós-Live
Prognóstico
Benfica desloca-se para um encontro difícil, na Choupana, frente ao Nacional.
Os pupilos de Jorge Jesus, não quererão repetir os mesmo erros do ano passado e perder 3 pontos na Madeira. Mas passado é passado, tendo em conta que o Benfica reforçou-se bem este ano, apresentando um plantel mais ofensivo e com muitas opções no meio campo para remediar a táctica a qualquer momento.
Dado os trajectos destas equipas até hoje, o Benfica sem margem de dúvida é o favorito para este jogo e com a odd no mercado de probabilidades a 1.57, tem de certo modo valor.
Mas mercado que vejo bastante valor é no Over 2,5 Goals, tendo em conta que o Nacional joga em casa, foi eliminado da Liga Europa, ainda não venceu para o campeonato, por sua vez, isto leva a uma motivação extra para estragar as contas ao Benfica e tentar criar oportunidades de golos com mais afluência.
Do outro lado, temos um Benfica, bastante ofensivo com Nolito, Cardozo e Saviola de olhos na baliza, enquanto Witsel e Aimar empurram o meio-campo para a frente. Isto só por si dá mais garantias que a probabilidade do Over 2,5 Goals é elevada.
Aspectos contra este prognóstico
- Dificuldade do Benfica chegar ao golo, pelo facto de um possível jogo fechado do Nacional;
- A excelente forma de Artur entre os postes das águias.
Análise Pós-Live
A imagem não é novidade. Nevoeiro cerrado, um manto branco a cobrir o relvado da Choupana. Aconteceu novamente esta segunda-feira e o arranque do Nacional x Benfica, da 3ª jornada do campeonato nacional, deu-se aos solavancos. Artur Soares Dias apitou para o início da partida, aos 6 minutos Artur evitava um golo certo a Mateus e aos 12 minutos já os intervenientes tinham recolhido aos bancos devido à interrupção do jogo.
O nevoeiro voltou a levantar-se, a partida recomeçou e o Nacional ia-se superiorizando a um Benfica que se via aflito a cada centímetro que o manto branco voltava a descer. A ameaça de paragem voltava à Choupana mas eis que da bruma surgiu Cardozo, dos poucos que viu Gaitán cruzar a bola para o coração da área. Ninguém do Nacional se opôs e o salvador da noite benfiquista meteu a cabeça para marcar o golo que dava vantagem às águias.
Três minutos depois, o jogo parava novamente. A interrupção foi maior que a primeira mas não chegou para adiar a partida. A bola rolou passados dez minutos para nunca mais parar até final do encontro. O Nacional sentiu a segunda paragem e foi outra vez Cardozo a ameaçar, mas a «bomba» do paraguaio encontrou o seu mestre em Elisson.
Segunda parte manteve um Benfica dominador
Já sem nevoeiro a tempo inteiro, jogou-se futebol. Mas antes de qualquer grande ocasião houve expulsão de João Aurélio, ao minuto 61, por acumulação de amarelos. Cresceu o Benfica e Aimar esteve a centímetros do golo aos 68', na cobrança de um livre directo. Luisão, minutos depois, obrigou Elisson a nova defesa espectacular.
O Nacional, com menos uma unidade, procurou incomodar e Luís Alberto podia ter empatado, aos 73 minutos, quando de cabeça atirou por cima. Não marcou a equipa de Ivo Vieira, fechou o Benfica o jogo, já no minuto 94. Bruno César correu mais de meio-campo sem oposição e no frente-a-frente com Elisson fez o 2-0 para o Benfica. Um triunfo que deixa as águias na frente da Liga à espera do que possa fazer o FC Porto no jogo que ficou em atraso.
Aspectos que foram contra o prognóstico:
- Condições climatéricas: nevoeiro cerrado;
- Benfica pouco rematador, mas com o jogo dominado.
Lucro/Prejuizo: 100%


















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